Continua o despique entre os candidatos à liderança da Associação Mutualista Montepio Geral. Depois de ontem o Conselho de Administração ter aprovado o envio de um comunicado muito ríspido sobre as reportagens televisivas sobre temas que envolvem Tomás Correia, foi hoje a vez de Fernando Ribeiro Mendes, membro do Conselho de Administração da Associação, vir em comunicado explicar a declaração de voto contra o comunicado do Conselho de Administração.

“Tais reportagens dizem respeito exclusivamente aos candidatos e à atuação na campanha eleitoral de apoiantes da Lista A pelo que só a esta caberá reagir em conformidade”, diz Ribeiro Mendes.

“Envolver, através de uma tomada de posição institucional do seu Conselho de Administração, a instituição Montepio e os seus trabalhadores numa qualquer controvérsia a propósito destas reportagens é uma instrumentalização da Associação por parte da Lista A, em maioria no atual Conselho, que pode ter consequências de agravamento de danos reputacionais à Associação”, considera o único administrador que votou contra a deliberação (o seu apoiante na Lista B, Miguel Coelho, absteve-se).

O líder da Lista B conclui dizendo que “a utilização dos mais de seiscentos mil associados do Montepio como ‘escudo humano’ da atual liderança perante as graves atuações que lhe são imputadas pela comunicação social é inaceitável”.

Ribeiro Mendes diz que “as reportagens apresentadas pelas televisões generalistas RTP1, SIC e TVI noticiaram factos que alegadamente levantam a suspeição das autoridades judiciais e de supervisão bancária, como podendo ser da responsabilidade de três candidatos da Lista A ao Conselho de Administração, praticados em funções de gestão noutras instituições que não a nossa Associação”,

A isto acrescenta que as reportagens relatam “indícios sobre comportamentos de propaganda indevida junto de associados aos balcões do banco da mutualidade em apoio àquela Lista, por parte de alguns colaboradores da CEMG”.

Mais uma vez o candidato concorrente de Tomás Correia diz que “o Montepio, a maior associação portuguesa da Economia Social, está já profundamente abalado por persistente crise de confiança entre os Associados e em toda a sociedade portuguesa. Muitos desconfiam da solidez da instituição e quase todos ressentem a falta de transparência do seu governo”.

As eleições são no próximo dia 7 de dezembro.

O JORNAL ECONÓMICO | EMPRESAS 27 Novembro 2018, 12:49, ver fonte

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